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ESG e diversidade: qual a relação e como o RH pode ajudar?

Publicado em 13/06/2022
ESG e diversidade: qual a relação e como o RH pode ajudar?

ESG é a sigla do momento entre as corporações. Mas, de onde ela veio? E o que isso tem a ver com a diversidade? E como o RH tem importância em tudo isso? Essas são as perguntas que responderemos neste artigo.

Para começar, o termo ESG, embora tenha se popularizado agora, surgiu em 2004. Escrito pela primeira vez em um relatório do Banco Mundial em parceria com o Pacto Global, braço da Organização das Nações Unidas (ONU), a sigla significa Meio Ambiente (E) Social (S) e Governança (G) e reúne uma série de compromissos que as empresas devem adotar para se tornarem mais responsáveis e éticas nesses três campos.

Sobre questões de meio ambiente, a maioria dos países impõe normas regulatórias sob as quais as empresas são fiscalizadas. Por isso, dependendo do ramo de atuação, há diretrizes internas mais ou menos severas sobre sustentabilidade. Já questões de governança e transparência costumam ser levadas a sério pela alta cúpula de diretoria e, principalmente, por acionistas, caso existam.

Sendo assim, cabe ao RH, principalmente, zelar pelo “S” do ESG dentro das corporações e até incentivar ações que impactem pessoas positivamente fora dela, como trabalhos sociais junto a Organizações da Sociedade Civil e outras entidades.

 

Leia mais: Como seu RH pode fortalecer a presença de mulheres no mercado de trabalho

 

Diversidade e ESG

Um dos critérios com participação direta do RH e atrelado diretamente ao ESG é o de garantir que a empresa seja o mais diversa possível. Com isso, além de contribuir para a equidade de oportunidades para todas as pessoas, é possível garantir que a companhia seja povoada por talentos com pontos de vista distintos, que reflitam a pluralidade da sociedade ao redor, e possa chegar em novas soluções para várias situações.

Além de ser o certo a se fazer, empresas diversas ainda são mais lucrativas. De acordo com estudo feito pela consultoria McKinsey, divulgado em 2018, as companhias que apresentam menos diversidade étnica e de gênero, principalmente na diretoria, tendem a ter lucratividade 29% inferior do que suas concorrentes de setor.

 

Leia mais: Como criar um ambiente mais inclusivo para autistas se desenvolverem na empresa

 

Diversidade demanda inclusão

Outro ponto importante é mencionar que a diversidade não existe sem a inclusão. Por isso, é preciso que o RH elabore planos consistentes para garantir a equidade de oportunidades dentro das empresas

Sobre isso, algumas ações possíveis são flexibilizar critérios para contratação e adotar políticas internas de desenvolvimento de talentos para que eles possam alçar cargos mais altos nas empresas.

 

Leia mais: Reaquecimento econômico: como atrair e reter talentos

 

Se preocupar com Idade também é ESG

Com os conceitos de diversidade relacionados somente com questões de gênero, raciais e de orientação sexual, um ponto que normalmente passa despercebido é o etarismo, que também entra em ESG. O termo, que significa o preconceito com pessoas de idade mais avançada, ainda é forte no mercado de trabalho que, em geral, busca por profissionais mais jovens, deixando de lado a experiência de vida com a qual colaboradores(as) mais velhos(as) contam.

Para se ter ideia, um levantamento feito pela Gupy, que desenvolve soluções de software para recrutamento e seleção, mostrou que, em 2021, de todas as vagas publicadas pela empresa, apenas 10% foram ocupadas por profissionais com idade entre 40 e 50 anos.

E, por mais surpreendente que pareça, segundo a plataforma, o número ainda representa um crescimento de 217% na quantidade de contratações de profissionais com mais de 40 anos, quando comparado a 2020. Tudo isso, considerando uma média de 60 mil vagas abertas todos os meses como cenário.

 

Leia mais: Dia Mundial da Água: saiba como economizar e diminuir seus impactos

 

Assim, há muito que o RH pode e deve fazer para ajudar a tornar a empresa um lugar mais diverso, contribuindo não só para as metas ESG, como para uma sociedade melhor.

E onde você trabalha? Quais mudanças ainda precisam acontecer?

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